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Thalita Rodrigues

Uma trajetória construída dentro da quadra

Tenista brasiliense e uma das principais referências mundiais do Para-Standing Tennis. Campeã mundial em 2025 e 2026 — e, entre uma temporada e outra, a pessoa que formou a visão de desenvolvimento que hoje orienta o centro.

Retrato oficial de Thalita Rodrigues

O começo

Aos 8 anos, por influência de casa

Thalita começou a jogar tênis aos 8 anos, em Brasília, incentivada pelo avô e pelo pai — que também era treinador. O esporte entrou pela convivência, não por um plano de carreira: primeiro o hábito da quadra, depois a vontade de competir.

Essa origem explica bastante da forma como o centro trata quem chega hoje. Ninguém decide ser atleta na primeira aula. Decide voltar na semana seguinte.

Thalita Rodrigues no início da trajetória no tênis

Formação competitiva

Entre as melhores juvenis do Brasil

Na juventude, competiu no tênis convencional contra atletas sem deficiência e chegou a ocupar o 3º lugar do ranking brasileiro até 18 anos — figurando entre as melhores juvenis do país.

Foi nesse período que se formou a leitura de jogo que ela leva para o trabalho de formação: entender o adversário, ajustar o plano no meio da partida e sustentar decisão sob pressão de placar.

Thalita Rodrigues em competição juvenil

Estados Unidos

University of Toledo: esporte e gestão

Thalita estudou nos Estados Unidos, na University of Toledo, onde se formou em Administração Esportiva e Marketing e jogou no circuito universitário americano.

A passagem soma duas camadas que raramente andam juntas: a rotina de atleta em um sistema competitivo exigente e a formação em gestão do esporte — como um programa se organiza, se sustenta e cresce. As duas aparecem na forma como o centro é estruturado.

Thalita Rodrigues no circuito universitário americano

Para-Standing Tennis

Uma nova frente competitiva

O Para-Standing Tennis é a modalidade competitiva destinada a atletas com deficiência física que disputam o tênis em pé, com categorias de classificação próprias — diferente do tênis em cadeira de rodas.

Thalita nasceu sem o antebraço esquerdo e passou a competir oficialmente nessa modalidade depois de anos no tênis convencional. A transição não foi um recomeço: foi levar um repertório já construído para um circuito internacional em expansão.

Thalita Rodrigues em partida de Para-Standing Tennis

Dois títulos, dois anos seguidos

  • 2025Campeã Mundial feminina PST1–4
  • 2026Campeã Mundial feminina overall

Em 2025, o título veio na final feminina PST1–4 diante de Michele Windsor. Em 2026, o título overall foi conquistado sobre a norte-americana Kendra Heber.

A trajetória

Da primeira raquete ao bicampeonato

  1. 8 anos

    Primeiro contato com o tênis

    Em Brasília, incentivada pelo avô e pelo pai — que também era treinador.

  2. Juvenil

    Entre as melhores do Brasil

    Competindo no tênis convencional, alcança o 3º lugar do ranking brasileiro até 18 anos.

  3. Estados Unidos

    University of Toledo

    Formação em Administração Esportiva e Marketing, com temporadas no circuito universitário.

  4. Para-Standing

    O circuito internacional

    Passa a competir oficialmente na modalidade para atletas com deficiência física que jogam em pé.

  5. 2025

    Primeiro título mundial

    Campeã na final feminina PST1–4, vencendo Michele Windsor.

  6. 2026

    Campeã mundial overall

    Conquista o título feminino overall superando a norte-americana Kendra Heber.

  7. Hoje

    Competir, ensinar e desenvolver

    Segue no circuito e lidera o centro de treinamento que leva seu nome, em Brasília.

Fora da quadra

Ampliar a modalidade, e não só disputá-la

Além de competir, Thalita trabalha para ampliar o Para-Standing Tennis no Brasil e para aumentar a participação feminina na modalidade — uma frente que depende tanto de resultado esportivo quanto de articulação.

No plano internacional, contribui para o desenvolvimento da modalidade com uma ambição declarada: vê-la presente nos grandes palcos do tênis e, futuramente, nos Jogos Paralímpicos.

Thalita Rodrigues em atividade de desenvolvimento da modalidade

A mesma quadra, do primeiro saque à competição

O centro nasce dessa trajetória — e recebe desde quem nunca segurou uma raquete até quem já compete no circuito.

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